Ansiedade e suas muitas faces

Uma palavra que engloba muitos fenômenos diferentes! Saiba mais sobre o que se chama de ansiedade e seus efeitos em nossa vida

  Uma das queixas mais comuns a se ouvir em uma primeira sessão de terapia gira em torno de um tema bastante comum e muito relevante. “Eu sou muito ansioso”, costuma-se dizer, em meio à conversa inicial. O curioso é que, ao prosseguir-se com a entrevista, poucos falam dos mesmos eventos para explicar esta primeira frase.

 

  Algumas pessoas dizem que se sentem constantemente tensas ou agitadas e que têm dificuldade para relaxar. Outras, dirão que não conseguem fazer algumas coisas porque se sentem ansiosos ou com medo. Outras ainda dirão que ficam muito preocupadas por algum (ou por qualquer) motivo e que costumam sofrer por antecipação. Poderia parecer que essas pessoas não estão falando sobre a mesma coisa (embora talvez você possa se identificar com mais de uma dessas frases). Mas isso acontece porque a ansiedade aparece em diferentes contextos e formas, e cada um aprende a destacar um ou outro pedaço da sua própria experiência.

 

  Ficar ansioso envolve uma série de reações emocionais naturais e potencialmente saudáveis frente a estímulos que sinalizam que algo pode nos acontecer – geralmente algo aversivo, ameaçador. Como toda emoção, a ansiedade tem efeitos no nosso corpo (fisiológicos) e no nosso comportamento geral. A depender da situação e da intensidade, podemos ficar tensos ou agitados, ou  mesmo suar, tremer ou gaguejar. Mas também ficamos inclinados a aumentar nosso controle sobre a situação, eliminando os riscos, se possível, ou ficando “preocupados”, quando não há uma solução imediata. A sensibilidade a estímulos positivas, por sua vez, diminui. Se não fossemos capazes de reagir dessa forma, estaríamos muito mais vulneráveis aos perigos do nosso ambiente - e também não poderíamos arcar com boa parte de nossas responsabilidades.

 

  A ansiedade pode vir a interferir na qualidade de vida de uma pessoa quando sua intensidade ou frequência é muito alta, trazendo alguns prejuízos. Algumas das complicações possíveis são:

 

  • Reações físicas indesejadas, como gastrite, dores de cabeça e dificuldades para dormir, entre muitas outras. Às vezes, um sofrimento só começa a ser percebido quando médicos percebem estas reações como sintomas de ansiedade e recomendam tratamento psicológico.

  • Reações emocionais que interferem com nossas capacidades. Por exemplo, quando uma pessoa fica “muito nervosa” em uma situação e não consegue fazer algo que desejaria, mesmo que o queira muito.

  • Dificuldade de se desligar de problemas e preocupações, geralmente acompanhada de pouco contato com experiências positivas.  Em alguns casos, é como viver a vida com pedras nos sapatos, ou com o mundo nas costas.

  • Evitações de algo que produza muita ansiedade - às vezes, mesmo em pensamento. Mas por que isso pode ser uma complicação? Porque pode nos afastar de coisas que também nos são importantes. Por exemplo, uma pessoa pode ter muito medo de se relacionar com outras, mas evitando relacionamentos, também se sente solitária. Ou, pode sentir tanta ansiedade que tenha dificuldades para sair de casa, estudar, trabalhar, ou fazer outras atividades que produzam consequências de valor para ela. E, assim, se cria uma relação estreita (restrita) com o que a vida pode ter de bom. Não por acaso, é notável a correlação entre transtornos de ansiedade com Depressão.

 Existem formas de controlar a ansiedade quando ela aparece, como técnicas de respiração e atenção a outros aspectos do ambiente. Porém, ficar ansioso é uma consequência natural de uma relação da pessoa com o mundo e, por isso, tende a ser mantida ao longo do tempo se esta relação não for alterada. A terapia busca identificar determinantes da ansiedade no contexto de vida de uma pessoa e o que se pode fazer para lidar de outra maneira com eles, produzindo menos sofrimento e, principalmente, mais bem-estar.  

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