Autoconhecimento: descobrindo a si mesmo

O que significa se conhecer? E qual o grande valor que isso traz à nossa vida?

"Porém, olhei de novo

E um céu azul se abria

Surdo aos olhos lá de fora,

Eu comigo me entendia!"

​ Olhando para trás, é difícil responder a pergunta de como viemos a conhecer o mundo. Como aprendemos a dizer o que acontece à nossa volta, o que aconteceu e o que acontecerá? Todos os animais são capazes de reagir a estes eventos - mas, até onde sabemos, somos os únicos capazes de descrevê-los!

  Aprendemos a fazer isso a partir de nossas experiências e com o apoio da nossa cultura. Enquanto crescemos, temos a oportunidade de observar relações praticamente estáveis entre eventos e, com o tempo e palavras, aprendemos a descrevê-las com certa precisão. Aprendemos também a fazer perguntas sobre o mundo e obter respostas, ampliando o nosso conhecimento sobre ele. Desses saberes, derivamos formas apropriadas de agir em relação a como as coisas são.

  O mesmo acaba sendo feito em relação a nós mesmos. Observar como reagimos aos acontecimentos - e investigar estas reações com perguntas e respostas - também nos permite fazer descrições relativamente precisas. E, assim, poder agir de forma mais coerente com quem somos. Tudo aquilo que aprendemos a perceber, falar ou pensar sobre a nossa própria existência é chamado de autoconhecimento.

 O mundo dentro de cada um

 

  Uma parte essencial desse conhecimento diz respeito aos nossos sentimentos. Sentir significa perceber as reações naturais do nosso corpo ao mundo a nossa volta. É o que possibilita ver que partes do mundo nos afetam, com qual intensidade e em quais direções. Olhando para os sentimentos, aumentamos a atenção às nossas próprias necessidades e inclinações comportamentais, e isso pode ser especialmente valioso.

 

   Por exemplo, perceber nossas tristezas nos protege de andar pelo mundo com feridas abertas e sem cuidado, que perigam se agravar. Já a raiva, quando não identificada, não pode ser controlada e pode tomar parte em danos indesejados a outras pessoas, entre outros problemas. Além disso, saber dizer o que nos faz bem ou nos faz mal evita que esta tarefa fique a cargo de outros, que, bem ou mal intencionados, não têm as mesmas condições que temos de nos conhecer.

 

Enxergando-se com os próprios olhos

  De maneira similar, em uma sociedade que faz do julgamento alheio prática constante, existe uma armadilha na qual se cai facilmente. Quando não temos palavras para nos descrever ou explicar, tendemos a usar palavras de outros para fazê-lo. Assim, não raro se pensa e se aceita que nossos comportamentos, e mesmo nossos sentimentos, sejam frutos de fraquezas, loucuras e defeitos. É muito difícil, porém, que esse cenário produza resultados positivos. O mais provável é que gere sentimentos de vergonha e culpa, bem como a evitação de situações que as provocam. Isso só faz aumentar um sofrimento com o qual muitas vezes não se sabe como lidar. 

 

  De outro lado, quando enfim podemos descrever e explicar o que acontece conosco, nos sentimos mais fortes e capazes de aceitar a situação como ela é. Somos o que podemos ser e mais um passo, nada mais. A aceitação de que vivemos em um contexto único, construído pela nossa história única, finalmente nos prepara para mudar o que nos é possível, se assim desejarmos, e conviver em paz com o que simplesmente não é.

   

Como se conhecer melhor?

          

  O autoconhecimento pode ser estimulado de diversas formas. Frequentemente nos encontramos em filmes, livros, canções e outras formas de arte, e temos a oportunidade de refletir sobre a parte de nós que vemos à nossa frente. Conversas com outras pessoas, por vezes, nos fazem perceber singularidades e similaridades entre nossos pares. E alguns desafios ao longo da vida nos obrigam a parar e refletir sobre quem somos e quem queremos ser.

 

  A psicoterapia oferece um ambiente seguro, livre de julgamentos, no qual uma pessoa pode observar a si mesma e relações importantes com o mundo, o que pode contribuir com mudanças desejadas. Dificuldades para mudar geralmente refletem dificuldades em perceber estas relações, que uma vez descritas podem direcionar atitudes a uma vida mais saudável e gratificante. 

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