Depressão: o que é preciso saber

Não é frescura, não é tristeza, não é simples - mas o que é?

  A Depressão tem sido cada vez mais reconhecida como um transtorno mental comum. Mas isso não a torna menos destrutiva em potencial. Estar em Depressão é ver seus prazeres minguando progressivamente, enquanto pensamentos e sentimentos paralisam e você não vê forças para reagir. Se você não conhece a experiência, deve ser capaz de imaginar o terror de estar nessa situação!

  Ainda assim, há muitas vantagens em se quebrar o tabu sobre o assunto! A desinformação pode levar ao preconceito e a formas prejudiciais de tentar ajudar as pessoas ou a si mesmo. Para que se possa encontrar boas formas de lidar com a Depressão, é interessante entender o que é o transtorno, como ele pode se manifestar em cada pessoa e quais as dificuldades mais comuns encontradas. Este texto fala sobre isso e um pouco mais!

 

Tristeza e Depressão

 

  Com a crescente conscientização sobre o tema, já é mais comum saber que Depressão é diferente do que chamamos de tristeza. Sentir-se triste é sentir uma emoção, que surge sempre que perdemos algo de valor em nossas vidas. Pode ser uma pessoa, um objeto, uma esperança, ou o que for. A tristeza estará lá, maior ou menor, fazendo parte da vida de todos em muitos momentos.

 

  Já quem está em Depressão está sofrendo com um transtorno que vai muito além. Envolve um humor deprimido persistente e/ou perda de interesse e prazer, em meio a vários outros sintomas. Além disso, é um quadro em que outras emoções também se fazem presentes. Culpa, ansiedade, raiva, apatia – entre outros sentimentos – também costumam povoar uma pessoa nessa situação.

 

  O que pouco se fala ainda é que a tristeza não deve ser tratada com menos seriedade por quem a sente, apenas por não ser um transtorno mental. Muitas vezes, a Depressão pode começar a se instalar a partir de perdas significativas, invariavelmente dolorosas e que demandam árduas adaptações. Por exemplo, um processo de luto muito difícil de enfrentar pode culminar em um quadro depressivo, a curto ou longo prazo. É importante cuidar de suas tristezas para cuidar de sua saúde! 

Para além do Estereótipo

 

  A forma como a Depressão se manifesta pode variar significativamente. Nem sempre alguém deprimido fica acamado sem conseguir reagir por completo. E isso não quer dizer que não mereça atenção e ajuda!

 

  Muitas pessoas passam seus dias descontentes, sem conseguir obter prazer com suas atividades (por um tempo longo) e quando sozinhas também não se sentem bem. A pessoa pode até parecer feliz aos olhos dos outros, possivelmente para evitar o julgamento alheio, mas guardar para si o quanto seus dias são difíceis. E, claro, também pode ter momentos felizes, o que não invalida o resto do quadro e do sofrimento.

 

  Outras pessoas reagem de maneira mais agressiva, ou mesmo discreta, sendo percebidas como mal-humoradas ou tímidas, entre outras possibilidades. O transtorno pode se apresentar em várias formas e gravidades.

A Depressão de cada Pessoa

  Identificar os sintomas da Depressão é importante para que as pessoas possam procurar ajuda, e também para que se possa estudá-la e desenvolver tratamentos adequados. Porém, assim como a aparência do transtorno não é uniforme, é importante frisar que os sintomas do diagnóstico não se explicam sozinhos, e que não há uma causa simples, única e comum.

  Por um lado, algumas características são muito frequentes entre pessoas que vêm a desenvolver o quadro: experiências sofridas e incontroláveis, estresse crônico, transtornos de ansiedade, dificuldades de interação social, entre outras. No entanto, a configuração do quadro vai depender de como a pessoa lida com suas dificuldades, de acordo com os recursos dos quais dispõe. Em outras palavras, da resiliência que consegue ou não apresentar no momento.  

  A Análise do Comportamento entende a Depressão não como algo que se encontra dentro de uma pessoa, mas como uma situação na qual esta se encontra. Isso incluindo alterações no funcionamento cerebral, mas não se limita a estas. Dá-se atenção para as formas de interação com o mundo que fortalecem os sintomas do quadro. Sem saber como lidar com a situação, muitas pessoas passam a se retrair mais e mais, se afundando em um ciclo vicioso de desamparo, evitação e culpa – uma complicação adicional que tende a piorar enquanto não for interrompido.

 

  Com o tempo, o cenário vai ficando cada vez mais adverso e não há energia para enfrentar tudo de uma vez. É preciso que haja muita empatia com a luta de cada pessoa e que se valorizem pequenos esforços – que não são, de fato, pequenos – que ela consegue fazer por sua melhora.

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A Escolha de Buscar Ajuda

 

  A busca pelo tratamento adequado muitas vezes é dificultada pela desesperança e falta de energia de quem se encontra deprimido. Isso é esperado e compreensível, e não só por questões fisiológicas. Em geral, a pessoa em Depressão passa um bom tempo debatendo-se com seus problemas sem conseguir resolvê-los sozinha. No entanto, muitos estudos já demonstraram que buscar ajuda profissional pode fazer a diferença na melhora do quadro. E não há julgamento sobre estas dificuldades ou quaisquer outras.

  O preconceito é uma segunda barreira, que pode vir da própria pessoa ou daquelas ao seu redor. Talvez demore ainda um tempo até a sociedade entender que ter um transtorno mental não é uma escolha e que não há nada de errado em desejar viver melhor e buscar ajuda para sofrer menos, ter mais saúde e bem-estar! Mas os tratamentos já estão disponíveis e são realizados em um ambiente seguro, sem julgamentos, no qual uma pessoa possa sentir-se aceita e livre para falar de sua realidade. E aprender a se aceitar também, com o tempo.

 

  De forma personalizada, a terapia comportamental para Depressão fornece apoio para entender e lidar com os sentimentos, compreender suas dificuldades e forças e desenvolver novos comportamentos que possam reconectar uma pessoa com o que lhe é importante. Ou mesmo ajudá-la a redescobrir o que isso pode ser.

 

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