Luto - vivendo a dor da perda

Um processo natural que pode se tornar complicado. Entenda como lidar de forma mais saudável com esta experiência

“E aí pergunto a Deus, escute, amigo:

Se foi pra desfazer, por que é que fez?” (Vinícius de Moraes)

 

  Perder uma pessoa importante é como perder uma parte de si mesmo. Não é uma parte do corpo que se perde, mas alguns diriam que é uma perda tão grave quanto. É uma voz que nunca mais responderá. Um sorriso que não se abrirá novamente à nossa presença. Uma mão que não pode mais se estender às nossas necessidades e um calor que viverá apenas na lembrança. De repente (sempre de repente, ainda que esperado), uma parte do nosso mundo, fonte de tantas emoções, e com a qual fazemos tantas trocas afetivas, simplesmente se vai. Para nós, seres humanos, a dor do luto costuma ser angustiante, podendo mesmo ser avassaladora

 

   Em geral, somos capazes de nos recuperar desse tipo de experiência ao longo do tempo. Porém, a depender do que a pessoa falecida representava para nós, da maneira como ela se foi e de como lidamos com o fato e suas consequências, nem sempre é um processo simples. Nosso comportamento e nossa vida podem mudar de uma maneira bastante desfavorável a nós mesmos. Há mesmo quem desenvolva quadros de Depressão, além do pesar provocado pelo falecimento. Sem a pretensão de esgotar as possibilidades, a seguir listo possíveis complicações decorrentes de um processo de luto:

 

  • Pessoas com quem temos relações de afeto são fundamentais para nossa Resiliência. Quando não estão mais presentes, situações de vida às quais estávamos bem adaptados podem perturbar o nosso bem-estar, sem que se entenda muito bem por quê. Algumas vezes, a pessoa que perdemos era justamente quem nos ajudava a “segurar as pontas”, ou que amenizava dores que, por isso mesmo, talvez nem fossem percebidas.

  • Seja porque se aprendeu a fazer dessa forma, seja porque é o que pessoas ao redor sugerem, é comum que se tente evitar a dor da perda quando ela é muito grande. Acontece que esconder a dor (de si e dos outros) não faz com que a situação dolorosa deixe de existir. Logo, é uma dor da qual não podemos fugir, e quanto mais tentamos, menos ela diminui. Apenas a nossa capacidade de readaptação frente ao ocorrido, juntamente com o tempo, poderá fazer a mesma dor parecer suportável em um momento futuro. E apenas quem está sofrendo pode dizer do tempo necessário para se recuperar

  • A experiência dolorosa da perda pode fazer com que uma pessoa não queira mais sofrer a dor de novas perdas. Essa pessoa pode ter dificuldades em se aproximar e se apegar a novos relacionamentos, que poderiam ser novas fontes de experiências positivas.

 

   Grandes mudanças em nossa vida sempre exigem um processo de readaptação, e a perda de pessoas importantes não foge à regra. Entender o significado da perda na própria vida e reconstruí-la é o desafio imposto por esse tipo de situação. Não é exatamente verdade que a dor deixe de existir em algum momento. Mas é possível que se aprendam maneiras de lidar com ela para usufruir da vida que escolheremos viver.

  A psicoterapia é um processo que oferece escuta e apoio para pessoas que se encontram nessa situação para lidar com a dor e com os desafios de seu luto particular. Se sentir que precisa de ajuda para passar por esse momento, entre em contato.

Entre em contato:

 

Tel: (11) 98719-9552

Email: andre.a.ramos@live.com

Instagram: @andreramospsi

Endereço do consultório:

 

Rua Estado de Israel, 99. Vila Clementino (Vila Mariana), próximo aos metrôs Santa Cruz e Hospital São Paulo.