Resiliência: de onde vem a nossa força?

Fragilidade e força são dois lados da mesma experiência. E nem sempre damos atenção às fontes de nossa capacidade de superação. 

  Goste ou não de admitir, o ser humano é de natureza frágil. Não há fortaleza que impeça a dor da perda de uma pessoa querida; o gosto amargo de uma decepção amorosa; a frustração de não realizar um sonho; ou mesmo o terror, por vezes persistente, de momentos de violência.

 

  A força humana, porém, é também uma realidade e surge, muitas vezes, de maneira surpreendente. Podemos ser capazes de vivenciar sofrimentos enormes – de uma só vez ou em doses diárias – e, ainda assim, seguir em frente, continuando ou reaprendendo a viver a vida com sorrisos genuínos, frutos de contatos positivos com o mundo.

 

  Nossa força não está, nem poderia estar, em ser inabalável, mas em conseguir lidar com o que nos abala e recuperar o passo firme. Esse processo é chamado de resiliência, e o seu estudo vem descobrindo diversos fatores que tornam essa recuperação possível e mais fácil.

O que nos ajuda a superar dificuldades?

  Não há verdade – nem utilidade – em pensar que algumas pessoas simplesmente sejam mais fortes do que outras, por conta de dons ou forças internas. Mesmo porque uma pessoa pode exibir resiliência em certo tempo e não em outro. Um resultado positivo frente à adversidade depende sempre do sofrimento presente e dos recursos que uma pessoa dispõe para lidar com ele naquele momento.

 

  Habilidades emocionais, estilos de enfrentamento, capacidade de estabelecer vínculos afetivos, suporte disponível, entre outras características, podem ajudar uma pessoa a prevenir ou abrandar os efeitos de um ou vários eventos nocivos ao bem estar e à saúde mental. E, mais do que isso, podem colaborar com o desenvolvimento de uma vida mais saudável e gratificante.

Uma dose de esperança

 Esta é uma perspectiva otimista, de um otimismo baseado em evidências científicas. Ela mostra que muitos dos fatores responsáveis pela resiliência podem ser aprendidos, desenvolvidos ou manejados. De fato, um dos objetivos da psicoterapia é tornar as pessoas mais resilientes, desenvolvendo comportamentos direta e indiretamente envolvidos com o processo de recuperação frente a adversidades e sofrimento.

  É de se esperar que dificuldades subjetivas sejam encontradas durante esta empreitada. Mas a aprendizagem de habilidades de enfrentamento é justamente o que a terapia pretende proporcionar. Conhecer suas dificuldades é essencial para poder lidar com elas. Conhecer suas fragilidades é essencial para viver mais forte! 

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